DESCULPE, O SEU FILHO PRATICA DESPORTO?

Sabemos que estão dispostos a fazer tudo pelo bem-estar do vosso filho. Sabemos também que costumam acompanhar a actividade desportiva que ele realiza e que gostavam de lhe proporcionar uma experiência agradável, de o encontrar satisfeito depois dos treinos e das competições, de o ver obter resultados acima da média e ganhar as competições em que participa.

Pois bem! Gostaríamos de recordar que, o vosso comportamento e a maneira como o acompanham na sua prática desportiva quotidiana, vai condicionar bastante os efeitos dessa presença, podendo mesmo, sem querer, estar a transformar os potenciais efeitos positivos que o desporto lhe pode trazer, em influências desagradáveis ou mesmo prejudiciais para a sua correcta formação.

Não estão sozinhos nesta responsabilidade. Treinadores, dirigentes, árbitros, amigos e adeptos em geral, cada um à sua maneira e de acordo com a sua área de intervenção, compartilham desse dever que é tanto social como desportivo. Treinador, pai e jovem praticante formam mesmo o triângulo básico deste tipo de prática, sendo o correcto relacionamento que se estabelece entre eles, um argumento determinante para a qualidade da experiência que o vosso filho irá viver e para o tipo de benefícios que o desporto lhe proporciona.

A dimensão destes benefícios passa, em certa medida, pela forma como os pais o acompanham, pela maneira serena e comedida como o ajudam a viver o seu dia a dia, pelo modo como colaboram com ele nos momentos de alegria e de tristeza que ele certamente irá encontrar.

Nestas circunstâncias, de que maneira é que os pais podem contribuir para que os seus filhos vivam momentos agradáveis beneficiando de tudo aquilo que o desporto lhes pode proporcionar, tanto para a sua formação enquanto praticante, como enquanto futuro cidadão adulto?

O que os pais devem fazer para AJUDAR os filhos que praticam desporto:

  • Estar presente nas competições em que eles participem;
  • Encorajá-los a respeitarem as regras da modalidade e do espírito desportivo;
  • Dar um bom exemplo, através um relacionamento amigável com jogadores, árbitros os pais e os acompanhantes dos adversários;
  • Realçar sempre o prazer de fazer desporto e a alegria de participar;
  • Elogiar o esforço realizado e os progressos conseguidos;
  • Aplaudir todas as boas jogadas e as boas marcas alcançadas;
  • Ajudar a conciliar a sua actividade escolar e desportiva;
  • Apoiar e acompanhar a sua actividade desportiva, sem se intrometer ou pressionar;
  • Ter sempre presente que se trata de uma actividade dos jovens e para os jovens;
  • Ajudar o treinador, o dirigente e o clube na resolução dos problemas relacionados com a actividade desportiva em que ele está envolvido;
  • Ter um comportamento respeitador e comedido perante as vitórias e as derrotas e ajudar o filho a assumir semelhante atitude.

O que os pais NÃO devem fazer:

  • Forçar os filhos a participarem em qualquer actividade desportiva;
  • Discutir com os árbitros e juízes;
  • Comentar publicamente, de forma depreciativa, o comportamento de jogadores, árbitros e outros pais;
  • Interferir de algum modo no trabalho do treinador;
  • Criticar excessivamente os maus resultados alcançados pelo filho;
  • Ajudar a criar expectativas exageradas sobre o seu futuro como praticante desportivo;
  • Alimentar, com elogios fáceis, o aparecimento de atitudes de vaidade e de sobranceria;
  • Proibir a prática desportiva, como forma de castigo face aos maus resultados escolares.


Retirado do Site do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) 

FAIR PLAY = PLAY FAIR
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